domingo, 21 de março de 2010

OS DESASTRES SÃO NATURAIS?

Apenas uma reflexão sobre estes momentos em que sabemos que nossas vidas estão ameaçadas pela força da natureza.

No Peru, que sempre ficou sujeito a fenômenos naturais como terremotos, inundações, ¨heladas¨, secas, “huaycos ” e “El Niño”, que causam grandes perdas ao país, devemos entender a necessidade de gerar uma cultura de prevenção de desastres. Porque os desastres “naturais” são provocados pela própria população, por falta, justamente, dessa cultura.

Para começar, o Peru é localizado numa das zonas sísmicas mais ativas do mundo e tem uma complexa orografia. Em muitos lugares do país, construímos á beira dos rios, das estradas interestaduais, ao pé das montanhas e nelas mesmas. Construímos deficientemente, sem supervisão profissional, sem tecnologia adequada, desrespeitando os regulamentos urbanos; tugurizamos cidades, desmatamos áreas verdes, exploramos descontroladamente recursos naturais etc. Soma a isso autoridades “cegas” e desimportadas, expansão urbana sem planejamento, falta de consciência do perigo, ausência de uma cultura de prevenção de desastres e a despreparação para enfrentar o impacto na economia: desabastecimento alimentário, empobrecimento, migração, etc.

O que estamos construindo? Vulnerabilidade. Podemo-nos dar ao luxo de reconstruir-nos a cada vez que acontecer um desastre? Os desastres não são naturais, são construção social.

Algumas instituições públicas e privadas vem trabalhando, junto à população e autoridades, a gestão e prevenção de desastres através de ensaios de laboratório para materiais de construção, incorporação de tecnologia sismo-resistente nas construções rurais, ordenamento territorial em algumas províncias, mapas de perigo, cuidado da água, etc.

Acho que foi o ministro do Ambiente que declarou que “por cada sol investido na prevenção de desastres, 10 não se gastarão na reconstrução”. O que é que cada um de nós vai fazer?



P.D. Aproveito o espaço para compartilhar estas dicas:

Prevenção contra terremoto:
http://elcomercio.pe/noticia/449990/que-sismo-no-nos-coja-desprevenidos

Kit de supervivência:
http://elcomercio.pe/noticia/450012/mochila-que-puede-salvarnos-ante-terremoto

5 comentários:

  1. Eu acho que talvez antes pudessem ser chamados "desastres naturais", mas nestes dias, o aquecimento global e as coisas que fazemos para o nosso "desenvolvimento ", poderia dizer que nós mesmos causamos os desastres indiretamente, alterando o ambiente e as coisas que acontecem nele, portanto, não só obtemos desastres, também novas doenças e milhares de mortes que, infelizmente, são ocasionadas por nós mesmos.

    E acho que em vez de esperar que algo mau aconteça para agir, devemos combatê-lo agora.

    Nuez (:

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  2. você já disse, aqui no Peru, é preciso aprender muito sobre a prevenção eo pior é que temos exemplos recentes, como o terremoto em Pisco para trás um pouco mais o que aconteceu em mesa redonda, todos foram catástrofes para o que já foi mencionado de habitação, falta de apoio governamental e não saber agir corretamente em caso de acidentes. O que todos podemos fazer é promover essas idéias de prevenção em vez de desespero, ou juntar um grupo de voluntários para informar as pessoas sobre os riscos que tomamos.

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  3. você já disse, aqui no Peru, é preciso aprender muito sobre a prevenção eo pior é que temos exemplos recentes, como o terremoto em Pisco para trás um pouco mais o que aconteceu em mesa redonda, todos foram catástrofes para o que já foi mencionado de habitação, falta de apoio governamental e não saber agir corretamente em caso de acidentes. O que todos podemos fazer é promover essas idéias de prevenção em vez de desespero, ou juntar um grupo de voluntários para informar as pessoas sobre os riscos que tomamos.
    marco trujillo
    pd:Eu não tenho conta google

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  4. O risco de desastre é um conceito tradicional utilizado para referir-se ao risco configurado por eventos de magnitude severa, de origem natural ou social que podêm provocar danos de extrema intensidade. Entre os eventos de origem natural temos aos fenômenos climatológicos, hidrológicos, etc. e entre os sociais estão os conflitos armados, as epidemias súbitas, etc. O risco se configura pelos eventos, que se convertêm em ameaças ou perigos, mais sobre tudo pelo grau de vulnerabilidade existente.

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  5. Nas últimas décadas,já se fala de Gestão de riscos de desastres, e segundo Allan Lavell é "um proceso social a través do quala sociedade logra reduzir os níveis de risco de desaste existentes, prevé e controla a aparição de novos riscos no futuro".

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